Páginas

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Deslumbre.

Tínhamos que fazer, nós mesmo, um figurino que representasse as nossas imagens e a nossa vida, mas o problema era de que eu não sabvia nem por onde começar, mas fui tentando descobrir lentamente, o que seria daqui e o que seria de lá.
Como eu ainda não tinha o meu figurino, comecei a observar os meus colegas com seus figurinos. gostei muito da roupa da Lorena, não estava nada fora do lugar, achei bem legal o contraste da roupa com as parafernalhas que ela colocou no figurino.. A Thainá deveria achar uma coisa menos ''funk'', e ela acabou conseguindo minimizar a roupa que propôs, e ainda ajudei a fazer com que a blusa deixasse à mostra o bojo que ela usava.
Muitas pessoas ficaram só observando e dando dicas, até por que, a maioria ainda não tinha feito ou pensando à respeito do seu figurino..E algumas ainda fizeram a cena, mas logo a aula terminou por que a sala teria que ser usada.

"Pode ser que meu figurino venha a ser montado a partir dessa ideia."

De volta à cena.

                                           





Hoje foi mais um dia onde todos tínhamos que fazer as cenas.. Aí, ferrou, que eu não gravei todo esse texto, mas vou tentar fazer o que posso.
Foram várias pessoas se apresentam, gostei de algumas, focalizei em outras, queria me meter em outras, mas, no fim, vi que todos estavam querendo acertar e estamos aqui pra isso, pra errar, acertar e continuar lutando.
Achei incrível como o Luis faz crescer o seu trabalho..Suas técnicas são muito boas, faz com que o trabalho fique, esteticamente, muito bonito e a sua dupla, o Bernard, terá que fazer a sua cena na mesma relação com a cena do Luis por que deve haver haromina entre os dois. Mas quem mais me impressionou foi a dobradinha Thainá e Gaby..Pow, como essas meninas mandam bem, gosto muito do trabalho delas duas, muito me encanta. A Thainá fez com que as imagens criadas, por ela, tivessem vários significados em relação à vida dela, imagens que dizem muitas coisas, que falam com a alma e a Gaby tem uma igenuidade no olhar que faz com que sejamos seduzidos por esse olhar esplêndido.
Conseguir fazer minha cena..No início, não contive minha emoção, mas com o passar da cena, pude notar que as mina emoção estava vindo na hora exata, mas, o texto era o que mais me aprisionava, por que não tinha gravado e teria que dialogar entre as imagens e o texto.. Aí me dei mal, mas vou tentar acertar da próxima vez.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Manoel por Manoel.

A aula de hoje seria um momento bem esperado, por que iríamos conhecer um pouco mais da vida do Poeta Manoel de Barros. A Wlad colocou um documentário que falava um pouco mais da história desse gênio da poesia..É impressionante saber como ele fazia suas poesias. Suas poesias eram escritas em bloquinhos de papéis que ele mesmo fazia, por que o Manoel gosta dessas coisas de reaproveitar objetos, e suas poesias são ricas de imaginações, percepções que só o leitor pode sugerir.
O jogo de palavras, para ele, é uma coisa rica de significados, onde aprende com seu amigo "Palmiro", que atropela-se nas palavras e acaba inventado outras palavras, e Manoel caba por ter inspiração em suas poesias. Ele brinca tanto com as palavras que ele mistura os sentidos, quando ele diz: "O silêncio é tão alto que os passarinhos ouvem de longe".
Acredito que a poesia de Manoel acabou trazendo muita inspiração às nossas aulas, por que a partir dela, pudemos notar o quanto esse poeta é magnífico e único, podendo até ser interpretado, como no caso de Elisa Lucinda, que foi uma das atrizes a interpretar um texto seu em palco. Muito me encanta ver como ele, ao escrever suas poesias, brinca com a dualidade entre o ser e o não ser, e entender que a maioria de sua vida é uma verdadeira infância.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Todos vão...Quer dizer, quase todos!

De emoção contida, voltei com um ar mais alegre para a aula dessa quarta-feira. Hoje, seria o dia de unir a poesia às imagens contidas no nosso ''mundinho'', e que seria mais uma etapa que teria que vencer.
Confesso que, as minhas imagens estão formadas, mas não estão unindo com a poesia, afim de que fique algo único e não uma coisa fragmentada. Fiquei só observando e fazendo minhas anotações.. Gente, como algumas pessoas pensaram bastante nas cenas. Tipo, o Luis fez algumas imagens que ''casaram'' com o que a poesia diz, e fora que a poesia dele tem que encaixar na poesia do Bernard, por que eles são duplas, havendo o jogo cênico entre os dois.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o trabalho de duas pessoas: Thayná Chemelo e Gabriela Mendonça. O trabalho da Thayná me surpreendeu muito, por que as imagens contidas em seu trabalho é algo admirável e que me comoveu.. Detalhes únicos que ela pôs em cena de maneira simples, que enriqueceu seu trabalho e envolveu a poesia, que ganhou uma outra visão. A parceira de cena da Thayná, a Gabriela é uma menina que gosto muito de seu trabalho.. Acredito que a parceria acontece com elas e iso é bom de se ver, até por que elas trabalham juntas e isso envolve à quem assiste.
Minha cena nem teve, não passei.. Nem minha parceira passou a sua cena também, quer dizer, já ia me esquecendo.. A Érica fez a cena dela também, onde ela utilizou várias imagens dentro da sua cena! Putz, agora eu estou lascada, por que terei que unir o meu trabalho ao trabalho dela, e fazer uma única cena.

"Entrando em Cena..Novamente!"

Em vez de estar em cena no centro da sala com as pessoas olhando no canto da sala, agora, deveríamos ficar ao redor da sala com a pessoa ao meio.. Tenso, muito tenso..Mas vamos lá!
Agora, tínhamos que interpretar a poesia de Manoel de Barros..Mas, não de forma ''normal'', deveríamos interpretar a poesia, fazendo fragmentos da nossa vida relacionado ao texto. Ou seja, cada parte da poesia, deveria conter uma imagem da nossa vida, para que as emoções pudessem se diferenciar uma da outra e cada partitura do texto deveria conter uma emoção para se diferenciar da leitura linear da poesia.
A Wlad pediu para ler a poesia...Aí lascou, por que o meu texto não estava totalmente seguro, mas fui lá e fiz o que me permitiu fazer. Depois ela solicitou que eu mostrasse com o corpo, imagens da minha vida que eu passei ao redor daqueles objetos..As minhas imagens eram: minha avó passando batom ( por que ela era muito vaidosa ), a outra imagem era a minha avó costurando e a outra era a imagem que eu criei para demonstrar a minha dor na hora de sua morte.
Agora, a poesia não podia ser somente lida e interpretada como tal, mas,sim, na emoção que consta atrás de cada imagem..
Confesso que não consegui fazer o jogo como realmente era pra ter feito, por que minha emoção foi à flor da pele depois que demonstrei as minhas imagens.. Não conseguir fazer as imagens e muito menos o texto que quase nem existia nesse momento.
Acredito, que o jogo só fez eu ter certeza, de que, meu porto seguro estava na força que minha avó me dava nas horas mais dificéis.

"Entrando em Cena. Parte - 1"

Uma semana se passou e nem tive como gravar todo meu texto ''Desobjeto".. A Wlad vai quebrar a minha cabeça. Minha parceira de cena gravou seu texto e acredito que esteja segura com o texto que nos foi dado.
Quando entrei na sala, mais parecia uma cena do juízo final, por que estavam todos ao redor, e no centro da sala, algumas pessoas falavam, ainda, à respeito de suas vidas. Na aula anterior, a Professora nos comunicou que deveriamos trazer alguns objetos que nos seriam ''Especiais'', onde tivessemos uma ligação muito forte com o nosso mundo. Trouxe dois objetos: uma camisola da minha avó que lembra muito essa mulher heroína que me dava força na minha vida e um anjinho, em forma de brinquedo, que lembra meu amigo querido que faleceu..
Deveríamos falar sobre os nossos objetos e nossa ligação com ele..Confesso ficar bem nervosa pra falar sobre esse assunto, por que me toca muito e ainda por cima sou muito chorona ( Por isso, faço a minha homenagem à minha palhaça que se chama "Palhaça Chorona" ), mas devo confessar que me fez bem relembrar esses fatos que fizeram parte de minha vida. Todos contaram suas histórias, que emocionaram à todos por que foram histórias de vida diferentes, mas que algumas pessoas acabam se identificando.
Achei bem legal por que, assim, buscamos nossas vivências pessoais e trazemos nossa emoção na hora da cena através da nossa memória emotiva.

1° Foco!

Gente, segunda aula da Wlad! Tenho grande admiração pelo trabalho dela e sua postura como professora em encanta. Foi solicitado uma grande roda pra debater sobre poesia.. Pow, não lembrava de nenhuma poesia nesse dia, mas fiquei observando todos meus colegas de classe fazerem o seu trabalho de ler a poesia e me encantei com todo esse processo. Mas esse processo de ler a poesia, fazia parte do trabalho que viria mais tarde.
Depois, o jogo proposto era unir-se a uma pessoa e formar dupla, fiquei com a Érica Sousa como minha parceira e tivemos que falar o que ''fazemos com as nossas mãos'' e ''para onde nos levam os nossos pés''.. Pow, aí lascou ! Gente, faço tanta coisa com as minhas mãos: lavo, pego, amasso, coço, aponto.. E os meus pés me levam pra tantas lugares: pra Marte, pra júpiter, enfim.. Pra onde quer que eu queira; meus pés já me levaram pra lugares nunca antes descoberto.
Após esse debate, tivemos o privilégio de conhecer a obra do poeta Manoel de Barros. Cada dupla recebeu uma poesia do autor. Lemos o texto e debatemos sobre o que achamos a respeito da obra lida: achei fantástico! O jogo de significados que existe em sua poesia e como ele retrata o jogo infantil com o mundo adulto é algo envolvente.
Ficamos com a poesia "Desobjeto", que fala sobre o menino que tinha um pente, e temos que gravar o texto e trazer na próxima aula, algo que será bem complicado por conta do meu tempo, mas vamos lá!